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CCB realiza primeira edição do Samba da Democracia com tema Independência
Eventos 10 de setembro de 2026

CCB realiza primeira edição do Samba da Democracia com tema Independência

Mais de 300 pessoas participaram, no dia 7 de setembro, da primeira edição do Samba da Democracia, no Centro Cultural de Brasília (CCB). Com o tema “Independência”, o evento teve entrada gratuita, serviço de bar, feijoada e apresentação do grupo Samba Coisa de Pele.

A edição celebrou a Independência do Brasil a partir da perspectiva do povo e da cultura popular, trazendo para o encontro a reflexão sobre liberdade e cidadania como construções permanentes da sociedade brasileira.

A programação contou ainda com participação especial de Martinha do Coco e do Samba de Coco Raízes de Arcoverde. Referência da cultura popular do Distrito Federal, Martinha tem o coco como uma das principais expressões de seu trabalho artístico. Já o grupo pernambucano leva ao público a tradição do coco de trupé, manifestação marcada pelo ritmo dos tamancos de madeira, pela percussão e pela dança.

Em outubro, o Samba da Democracia será inspirado no período eleitoral brasileiro e terá como tema “A Voz do Povo no Compasso do Samba”. A programação será dedicada à participação cidadã, sem vinculação partidária ou eleitoral.

Em novembro, será realizada a Edição Zumbi, em homenagem ao Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. Com o tema “Samba, Resistência e Liberdade”, o encontro destacará a importância histórica da população negra na formação cultural, social e econômica do Brasil.

Projeto Balcão do Refugiado, parceiro do CCB, é reconhecido em concurso nacional de extensão universitária
Notícias 28 de agosto de 2026

Projeto Balcão do Refugiado, parceiro do CCB, é reconhecido em concurso nacional de extensão universitária

O projeto de extensão universitária Balcão do Refugiado, do Centro Universitário de Brasília (CEUB), recebeu reconhecimento na categoria Graduação do 1º Concurso Nacional de Trabalhos de Extensão Universitária em Relações Internacionais, promovido pela Associação Brasileira de Relações Internacionais (ABRI). Coordenado pela professora Raquel Boing Marinucci, integrante da comunidade do Centro Cultural de Brasília (CCB), o projeto mantém uma parceria com a instituição que envolve planejamento, realização de ações, construção metodológica e apoio financeiro.

Criado em 2021, no âmbito do curso de Relações Internacionais do CEUB, o Balcão do Refugiado tem como propósito contribuir para o acolhimento, acompanhamento e orientação de pessoas em situação de mobilidade humana forçada, aproximando a formação universitária das demandas sociais e dos territórios.

A parceria acompanha a trajetória do projeto desde o início e se concretiza em diferentes frentes. Em São Sebastião (DF), o CCB participou da articulação com a Paróquia Cristo Redentor, onde eram realizadas as atividades de atenção direta, com orientação nas áreas de documentação e meios de vida, além de ações de integração comunitária com mulheres por meio do bordado.

O apoio também inclui o financiamento de iniciativas e recursos para as atividades, como a Feira Pontos de Encontro. A comunidade também participa desse processo de forma ativa, com diferentes contribuições para o desenvolvimento das ações.

A experiência está alinhada a um dos eixos do planejamento estratégico do CCB, voltado à promoção da justiça socioambiental, com atuação em periferias e fronteiras. Para o Pe. Jerfferson Amorim, SJ, que acompanha a iniciativa desde o início, a colaboração é fundamental para o Centro por estar diretamente relacionada à atuação cotidiana e aos valores compartilhados pela comunidade.

“É importante para o CCB como um todo porque conversa diretamente com o que realizamos no dia a dia, com o que é caro para a nossa comunidade. Embora seja uma premiação acadêmica, ela também valoriza os parceiros e todas as pessoas que apoiam o projeto”, explica.

O reconhecimento da ABRI celebra o trabalho desenvolvido pelo Balcão do Refugiado e seus parceiros, e a contribuição da iniciativa para a extensão universitária em Relações Internacionais. O CCB parabeniza a professora Raquel Boing Marinucci, os estudantes que já integraram e integram o projeto e o Centro Universitário de Brasília (CEUB) pelo trabalho desenvolvido e pela conquista.

O Balcão do Refugiado também mantém parceria com o Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados (SJMR), obra da Companhia de Jesus que atua na promoção de direitos e na acolhida de pessoas migrantes e refugiadas. O SJMR contribui com formações nos diferentes setores de atendimento do projeto e também já participou diretamente dos atendimentos realizados em São Sebastião (DF).

Núcleo de Ecologia Integral apresenta carta a candidatos e candidatas às eleições de 2026
Nota pública 24 de agosto de 2026

Núcleo de Ecologia Integral apresenta carta a candidatos e candidatas às eleições de 2026

Participantes do curso Fundamentos da Ecologia Integral, promovido pelo Núcleo de Ecologia Integral (NEI) do Centro Cultural de Brasília (CCB) entre março e julho de 2026, elaboraram uma carta dirigida a candidatos, candidatas e partidos políticos que participarão das eleições deste ano.

A iniciativa é uma das ações concretas desenvolvidas pelo grupo a partir das reflexões realizadas ao longo do curso, que abordou temas como os fundamentos filosóficos e teológicos da ecologia integral, os saberes indígenas e afro-brasileiros, as mudanças climáticas, as políticas de transição ecológica, a gestão de resíduos, as energias renováveis e o papel de diferentes atores sociais na construção de respostas à crise ecológica.

Intitulada “Compromisso com a Ecologia Integral: Uma Pauta para o Presente e Futuro do Distrito Federal e do Brasil”, a carta apresenta propostas organizadas em quatro eixos: políticas agrícola e fundiária; política urbana e resíduos no Distrito Federal e Entorno; justiça climática e proteção às vítimas; e proteção da Estação Ecológica de Águas Emendadas.

O documento convida candidatos, candidatas e partidos a apresentarem posicionamentos públicos sobre os temas, compromissos escritos com metas e prazos definidos e a indicação de como a ecologia integral está incorporada às suas propostas de governo ou de campanha.

Os posicionamentos recebidos serão divulgados pelos integrantes do NEI, permitindo que a população conheça e acompanhe os compromissos assumidos. Leia a carta completa a seguir:

 

CARTA AOS CANDIDATOS E CANDIDATAS 2026

Compromisso com a Ecologia Integral: Uma Pauta para o Presente e Futuro do Distrito Federal e do Brasil.

Brasília, agosto de 2026.


Aos Partidos Políticos e Coligações,


Nós, participantes do Núcleo de Ecologia Integral (Centro Cultural de Brasília, 2026), vimos a público manifestar nossa defesa à vida. Nesse sentido, expressamos nossa profunda preocupação com a crise ecológica e suas dimensões políticas. Entendemos que a questão ecológica é, antes de tudo, uma questão de justiça social, responsabilidade política e compromisso com a vida.

Por isso, apresentamos quatro eixos temáticos que exigem posicionamento claro e compromissos concretos:

 

1. POLÍTICAS AGRÍCOLA E FUNDIÁRIA

O Brasil não pode mais sustentar um modelo agrícola que:

  • É responsável por 75% das emissões nacionais de gases de efeito estufa.
  • Destina bilhões em subsídios públicos sem condicionalidades ecológicas.
  • Estimula a grilagem de terras públicas e o desmatamento.
  • Ignora o zoneamento agro-hidro-ecológico necessário à proteção de nascentes e biomas.

Compromisso exigido: Instituir o Projeto de Lei PL 6670/2016 que cria o PNARA (Política Nacional de Redução do Uso de Agrotóxicos); Criar subsídios condicionados à preservação ambiental; combate efetivo à grilagem; implementação do zoneamento ecológico; metas de redução de emissões.

 

2. POLÍTICA URBANA E RESÍDUOS NO DF E ENTORNO
Brasília, capital da República, precisa dar o exemplo em gestão de resíduos.
Atualmente:

  • Apenas 4% do lixo do DF é efetivamente reciclado pelas cooperativas.
  • As cooperativas de catadores não recebem apoio suficiente.
  • A coleta seletiva é ineficiente, com mistura de materiais desde a origem.
  • Descumprimento da legislação vigente (LEI Nº 3.890, DE 07 DE JULHO DE 2006).
  • Compromisso exigido: Coleta seletiva eficiente; fomento às cooperativas de catadores; campanhas de educação ambiental; políticas de economia circular.


3. JUSTIÇA CLIMÁTICA E PROTEÇÃO ÀS VÍTIMAS

As mudanças climáticas já produzem vítimas concretas, e as populações mais vulneráveis são as mais atingidas. Enchentes, secas, incêndios florestais e deslizamentos exigem ações preventivas e estruturantes.

Compromisso exigido:

  • Mapeamento e realocação de populações em áreas de risco;
  • Planos de prevenção a incêndios;
  • Políticas de adaptação e mitigação climática;
  • Fundos permanentes para socorro às vítimas;
  • Implementação e integração da Política Nacional de Mudanças Climáticas, em busca de um federalismo climático.


4. PROPOSTA SOBRE A ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE ÁGUAS EMENDADAS

O Distrito Federal, que ocupa apenas 0,28% da área do Cerrado brasileiro, abriga a Estação Ecológica de Águas Emendadas, um fenômeno hidrológico ímpar: uma
única nascente alimenta simultaneamente as bacias do Tocantins-Araguaia (norte do DF) e do Paraná (centro-sul e oeste do DF).

Proposta estratégica: Integração da Política Nacional de Recursos Hídricos com a Política Nacional do Meio Ambiente, visto que os recursos hídricos são um elemento fundamental da qualidade ambiental. Esse "Coração Hídrico" é vital para a segurança hídrica de cerca de 80 milhões de brasileiros.

Proposta simbólica: Elevar a Estação a Patrimônio Mundial Natural e Reservas da Biosfera no Brasil da UNESCO – um passo fundamental para proteger esse tesouro natural e garantir a resiliência hídrica do país, da América do Sul e para as gerações futuras.


NOSSO CHAMADO
Exigimos posicionamento público e compromissos escritos com metas claras e prazos definidos. Omissões, banalizações ou negacionismo desqualificam candidatos(as) e partidos neste tempo de emergência climática.
Os compromissos assumidos devem ser divulgados à população, que estará vigilante quanto ao seu cumprimento.

Semana Inaciana celebra o legado de Santo Inácio de Loyola no Centro Cultural de Brasília
Eventos 04 de agosto de 2026

Semana Inaciana celebra o legado de Santo Inácio de Loyola no Centro Cultural de Brasília

O Centro Cultural de Brasília (CCB) realizou, entre os dias 27 de julho e 2 de agosto, a Semana Inaciana 2026, programação anual promovida pelas obras da Companhia de Jesus em alusão à memória de Santo Inácio de Loyola, celebrada em 31 de julho. Ao longo da semana, atividades abertas ao público propuseram momentos de oração, formação, cultura e diálogo sobre temas contemporâneos à luz da espiritualidade inaciana.

A programação começou na segunda-feira (27) com a roda de conversa "Magnifica Humanitas: a salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial". Inspirado na encíclica Magnifica Humanitas, do Papa Leão XIV, o encontro refletiu sobre os impactos éticos, sociais e humanos do avanço da inteligência artificial e reuniu Guilherme Delgado, doutor em Ciência Econômica pela Unicamp e integrante do Núcleo de Ecologia Integral do CCB; Venício Artur de Lima, professor emérito da Universidade de Brasília (UnB) e referência nos estudos sobre comunicação no Brasil; e o diretor do CCB, Pe. Paulo Veríssimo de Araújo Filho, SJ.

Na terça-feira (28), o Centro Cultural de Brasília recebeu as Comunidades da Regional Brasília da Comunidade de Vida Cristã (CVX). O encontro teve um significado especial por acontecer durante o Ano Jubilar da CVX, reunindo seus integrantes para um momento de espiritualidade, convivência e celebração.

Na quinta-feira (30), o Cine Fórum exibiu o documentário Ser Tão Velho Cerrado, dirigido por André D'Elia. Após a sessão, os participantes conversaram sobre os desafios da preservação do Cerrado e a promoção da justiça socioambiental, em diálogo mediado por Luiz Beltrão. Os participantes refletiram sobre a necessidade de fortalecer uma consciência socioambiental inspirada nos valores cristãos, reconhecendo o cuidado com a natureza como um compromisso de toda a sociedade. 

A memória litúrgica de Santo Inácio de Loyola, celebrada em 31 de julho, foi marcada por uma missa em homenagem ao fundador da Companhia de Jesus, seguida de um momento de confraternização entre os participantes.

No sábado (1º), a Caminhada Inaciana proporcionou um percurso de oração e reflexão inspirado na experiência espiritual de peregrinação vivida por Santo Inácio de Loyola.  A programação foi encerrada com a celebração da Santa Missa e um lanche comunitário. No mesmo dia, o CCB também realizou a celebração do sacramento da Crisma.

As celebrações continuaram no domingo (2), com a Primeira Eucaristia de crianças e adolescentes acompanhados pela comunidade, concluindo a programação da Semana Inaciana.

 

Feira Pontos de Encontro promove integração entre migrantes e brasileiros
Eventos 09 de maio de 2026

Feira Pontos de Encontro promove integração entre migrantes e brasileiros

A quarta edição da Feira Pontos de Encontro foi realizada no dia 9 de maio, no Centro Cultural de Brasília (CCB), reunindo gastronomia, artesanato e atividades culturais em um espaço de encontro entre pessoas migrantes e brasileiras. Com entrada gratuita, o evento contou com expositores do Brasil, Venezuela, Peru e República Democrática do Congo, proporcionando ao público um mergulho em diferentes culturas por meio da culinária, da música e do artesanato.

Realizada pelo projeto de extensão Balcão do Refugiado, do Centro Universitário de Brasília (CEUB), em parceria com o CCB, a iniciativa buscou fortalecer os laços entre a população migrante e os moradores da capital. Segundo a coordenadora do projeto, professora Raquel Boing, a feira tem se consolidado como um espaço de visibilidade para a diversidade cultural. "Queremos ser um ponto de trocas culturais e de divulgação da importância da diversidade", afirmou.

A feira também desempenhou um papel importante ao ampliar as oportunidades de geração de renda para mulheres migrantes acompanhadas pelo projeto em São Sebastião (DF). Muitas dessas empreendedoras enfrentam dificuldades para comercializar seus produtos artesanais de forma autônoma e encontraram na iniciativa uma oportunidade para divulgar o próprio trabalho.

"Vimos a necessidade de divulgar o trabalho dessas mulheres que acompanhamos semanalmente. Elas enfrentam dificuldades para conseguir espaços de venda, e a feira surgiu como essa oportunidade", explicou a coordenadora.

Ao longo das quatro edições, o evento tem atraído um público cada vez maior, reunindo visitantes de diferentes regiões do Distrito Federal e ampliando seu alcance para além da comunidade acadêmica e do Centro Cultural de Brasília.

Nesta edição, a programação também contou com uma oficina de bordado, realizada entre 17h e 18h, que reuniu participantes em uma atividade voltada ao aprendizado da técnica e ao compartilhamento de experiências.

Diálogos de Justiça e Paz debate jornada de trabalho e escala 6x1
Eventos 04 de maio de 2026

Diálogos de Justiça e Paz debate jornada de trabalho e escala 6x1

 Encontro no Centro Cultural de Brasília discutiu redução da jornada, desigualdades e direitos trabalhistas

Em meio ao avanço do debate sobre a escala 6x1 no país, a edição de maio do projeto Diálogos de Justiça e Paz reuniu, no dia 4, no Centro Cultural de Brasília (CCB), especialistas para discutir jornada de trabalho e direitos trabalhistas.

Participaram do encontro Eduardo Brasileiro, da Secretaria-Geral da Presidência da República; Eneida Dultra, assessora técnica na Câmara dos Deputados; e Gabriela Lenz de Lacerda, juíza do trabalho.

O ponto de partida da discussão foi o tempo de trabalho como elemento central para a garantia de direitos e para a qualidade de vida. Em um cenário de aumento da produtividade e persistência de desigualdades, os participantes destacaram que a forma como o trabalho é organizado impacta diretamente o acesso a outros direitos.

Eneida Dultra afirmou que a Constituição segue como principal referência para os direitos trabalhistas, embora parte dessas garantias ainda não esteja plenamente regulamentada. Segundo ela, direitos como descanso e lazer nem sempre são assegurados na prática, o que se agrava em contextos de jornadas prolongadas.

Nesse cenário, ela destacou que mulheres enfrentam cargas de trabalho maiores devido à sobreposição entre emprego e atividades domésticas e de cuidado. A redução da jornada, afirmou, pode trazer impactos positivos tanto para a saúde quanto para a produtividade.

A discussão sobre o limite do tempo de trabalho também foi abordada por Gabriela Lenz, que situou o tema em perspectiva histórica ao lembrar que a jornada de oito horas foi consolidada há mais de um século como resposta a condições de exploração. Segundo ela, esse limite é fundamental para o exercício de outros direitos. A magistrada ressaltou que o acesso ao tempo livre segue sendo desigual, especialmente para mulheres negras.

Gabriela também chamou atenção para formas contemporâneas de precarização, como a “pejotização” (prática em que trabalhadores são contratados como pessoa jurídica, sem vínculo formal de emprego), que, segundo ela, pode mascarar relações de emprego e restringir direitos. Nesse contexto, o debate sobre jornada não se limita à escala 6x1, mas envolve a defesa de condições dignas de trabalho de forma mais ampla.

Ao abordar a realidade da classe trabalhadora, Eduardo Brasileiro destacou fatores que ampliam, na prática, a jornada de trabalho. Entre eles, o tempo de deslocamento nas grandes cidades, que se soma às horas formais e reduz o tempo disponível para descanso, lazer e convivência.

Ele ressaltou que o debate sobre a redução da jornada precisa considerar as diferentes condições de vida da população. Embora a ampliação do tempo livre seja central, muitos trabalhadores ainda enfrentam desafios relacionados à renda, o que faz com que a necessidade de trabalhar mais horas esteja diretamente ligada à sobrevivência.

Nesse contexto, destacou a importância de fortalecer iniciativas como a economia popular solidária, que pode contribuir para aproximar moradia e trabalho, além de criar novas possibilidades de geração de renda mais conectadas às realidades locais.

A gravação do encontro está disponível no canal do OLMA no YouTube. O conteúdo pode ser acessado na íntegra clicando aqui.

Promovido pelo Observatório de Justiça Socioambiental (OLMA), em parceria com a Comissão Justiça e Paz de Brasília (CJP-DF), o Capítulo Brasileiro do Comitê Pan-Americano de Juízes e Juízas para os Direitos Sociais e a Doutrina Franciscana (COPAJU Brasil) e o Centro Cultural de Brasília (CCB), o projeto Diálogos de Justiça e Paz promove debates sobre temas relacionados à paz, justiça socioambiental, democracia e participação cidadã, a partir de perspectivas vinculadas à fé e ao cuidado com a Casa Comum.

CCB promove diálogo sobre o legado do Papa Francisco um ano após sua morte
Eventos 24 de abril de 2026

CCB promove diálogo sobre o legado do Papa Francisco um ano após sua morte

O Centro Cultural de Brasília (CCB) realizou, no dia 24 de abril, uma roda de conversa em memória do Papa Francisco, reunindo especialistas para discutir a atualidade de seu pensamento e os desafios de preservar seu legado, um ano após sua morte.

O encontro teve como eixo a obra A tradição dinâmica, do escritor Gabriel Marquim, e contou com a participação do diretor do CCB, Paulo Veríssimo, SJ, do editor da Editora Carpintaria, Felipe Koller, e da Ir. Sueli Bellato.

A programação incluiu uma abertura inspirada na obra Viva a poesia, de Antonio Spadaro, além da exposição do catálogo da Editora Carpintaria.

Durante o evento, os participantes destacaram a centralidade da sensibilidade, da escuta e da criatividade no pensamento de Francisco. Segundo Paulo Veríssimo, SJ, manter viva a memória do pontífice integra a missão institucional do CCB. “Esta noite celebra a memória de Francisco, mas também aprofunda nosso compromisso com o seu legado”, afirmou.

Ao abordar a relação entre fé e cultura, ele ressaltou a forma como Francisco associava poesia e cotidiano. Para ele, o papa propunha um “existir poético”, baseado na liberdade e na capacidade de reconhecer beleza nas experiências comuns.

Felipe Koller apresentou o trabalho da Editora Carpintaria e afirmou que a proposta da instituição dialoga com a perspectiva de uma espiritualidade mais livre e madura, característica do pontificado de Francisco. Ao comentar A tradição dinâmica, explicou que a obra analisa como o papa lidava com tensões entre tradição e renovação na Igreja.

“Não se trata de escolher entre uma coisa e outra, mas de reconhecer essa tensão como elemento criativo”, disse. Segundo Koller, temas como sinodalidade e cuidado com a “casa comum” sintetizam esse legado.

A irmã Sueli Bellato destacou aspectos da trajetória pessoal de Francisco, como a origem em uma família de migrantes e a convivência com diferentes contextos sociais. Para ela, essas experiências contribuíram para a construção de uma liderança marcada pela proximidade com as pessoas. Bellato também mencionou o compromisso do pontífice com a justiça social, expresso na defesa dos “três Ts” — terra, teto e trabalho — e na atenção a populações vulneráveis. Ela ressaltou ainda iniciativas voltadas à participação das mulheres na Igreja e à promoção de uma estrutura mais sinodal.

Ao final, o diretor do CCB afirmou que o legado de Francisco se traduz na construção de uma cultura institucional mais aberta e menos rígida. “O pensamento rígido não é divino”, disse, ao destacar uma vivência da fé baseada no amor, na liberdade e na criatividade.

O evento integra as ações do CCB voltadas à preservação da memória do pontífice e à promoção de espaços de reflexão sobre espiritualidade e sociedade.

CCB realiza programação em parceria com Editora Carpintaria e Oficina de Nazaré
Eventos 26 de abril de 2026

CCB realiza programação em parceria com Editora Carpintaria e Oficina de Nazaré

O Centro Cultural de Brasília (CCB) promoveu, entre 24 e 26 de abril, uma programação em parceria com a Editora Carpintaria e a Oficina de Nazaré, reunindo atividades que articularam espiritualidade, arte e reflexão.

Na sexta-feira (24), uma roda de conversa sobre o legado do Papa Francisco contou com a participação do diretor do CCB, Paulo Veríssimo, SJ, do editor da Editora Carpintaria, Felipe Koller, e da Ir. Sueli Bellato. No encontro, os participantes destacaram a atualidade do pensamento do pontífice, com ênfase na relação entre fé e cultura, na valorização de uma espiritualidade sensível e criativa e em temas como justiça social e diálogo com o mundo contemporâneo. No sábado (25), houve missa em memória de Francisco.

Ao longo de sábado e domingo, o CCB recebeu a Oficina de Nazaré, projeto vinculado a Felipe Koller que integra espiritualidade e arte por meio do fazer manual.

A vivência incluiu momentos de oração, partilha e oficinas artesanais, convidando à experiência da fé por meio do sentir e do fazer com as mãos, em um processo de criação e escuta da própria interioridade. 

Diálogos de Justiça e Paz debate participação indígena nas eleições e papel das pastorais sociais
Eventos 06 de abril de 2026

Diálogos de Justiça e Paz debate participação indígena nas eleições e papel das pastorais sociais

Por Anna Beatriz Araujo

A edição de abril do projeto Diálogos de Justiça e Paz reuniu, no dia 6, no Centro Cultural de Brasília (CCB), representantes do campo político e social para refletir sobre o tema “Aldear a Política: movimento indígena frente às eleições e o papel das pastorais sociais”.

O encontro contou com a participação da deputada federal Juliana Cardoso (PT-SP) e do secretário executivo do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Luis Ventura Fernández, com mediação de Luiz Felipe Lacerda, do Observatório Nacional de Justiça Socioambiental (OLMA).

Ao longo do debate, foram abordados os desafios da participação indígena na política institucional, especialmente diante do atual cenário eleitoral, marcado por disputas no Congresso Nacional, tensões em torno de territórios e o avanço de discursos contrários aos direitos dos povos originários.

Juliana Cardoso destacou a importância da organização política e da ampliação da presença indígena em diferentes espaços de decisão. “Não existe paz sem território. E não existe justiça social sem o nosso povo”, afirmou. Para a deputada, a construção de uma representação efetiva passa pela ocupação de instâncias estratégicas, como o Legislativo, o Executivo e os governos locais.

A parlamentar também ressaltou o papel histórico das pastorais sociais na formação política e na articulação comunitária. Segundo ela, a vivência pessoal na igreja contribuiu para a compreensão de que fé e compromisso social caminham juntos, fortalecendo iniciativas voltadas à garantia de direitos e à construção coletiva de alternativas.

Outro ponto abordado foi o contexto das eleições, que, segundo os participantes, não se limita ao cenário nacional, mas está inserido em uma dinâmica global de disputas por poder, territórios e recursos naturais. Nesse sentido, Luis Ventura Fernández chamou atenção para o impacto geopolítico do processo eleitoral brasileiro e para o avanço de movimentos que fragilizam a democracia.

“Há uma disputa não só pelos bens naturais, mas também pelas narrativas. Quando isso acontece, a eleição deixa de ser um debate de projetos de país e passa a ser conduzida pelo medo e pela desinformação”, explicou.

Ele também ressaltou o protagonismo do movimento indígena, que, segundo ele, se mantém como um sujeito político ativo e propositivo, mesmo diante de contextos adversos. “A luta pelo território é, ao mesmo tempo, uma luta pela democracia e pela possibilidade de convivência na diferença”, afirmou.

Durante o encontro, também foram discutidos temas como a regulamentação das redes sociais, a disseminação de desinformação, os impactos da exploração de recursos naturais em terras indígenas e os desafios enfrentados no Congresso Nacional para avançar em pautas relacionadas aos direitos dos povos originários.

Os participantes reforçaram, ainda, a importância de fortalecer redes e estratégias coletivas para ampliar a incidência política e garantir a defesa de direitos, especialmente em um cenário considerado mais complexo do que os ciclos eleitorais anteriores.

Promovido pelo OLMA, em parceria com a Comissão Justiça e Paz de Brasília (CJP-DF), o Capítulo Brasileiro do Comitê Pan-Americano de Juízes e Juízas para os Direitos Sociais e a Doutrina Franciscana (COPAJU Brasil) e o Centro Cultural de Brasília (CCB), o projeto Diálogos de Justiça e Paz promove debates sobre temas relacionados à paz, justiça socioambiental, democracia e participação cidadã, a partir de perspectivas vinculadas à fé e ao cuidado com a Casa Comum.

A gravação do encontro está disponível no canal do OLMA no YouTube. O conteúdo pode ser acessado na íntegra clicando aqui.

“Teologias feministas e enfrentamento às violências contra as mulheres” foi tema do segundo Diálogos de Justiça e Paz de 2026
Eventos 02 de março de 2026

“Teologias feministas e enfrentamento às violências contra as mulheres” foi tema do segundo Diálogos de Justiça e Paz de 2026

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Preservação da memória: CCB - Jesuítas investe na gestão do arquivo institucional
Notícias 27 de fevereiro de 2025

Preservação da memória: CCB - Jesuítas investe na gestão do arquivo institucional

Em 2025, no marco de seus 60 anos, o Centro Cultural de Brasília iniciou um processo de gestão e preservação de seu arquivo institucional, que se estenderá ao longo de 2026. O trabalho, desenvolvido pela Kairós – Serviços em História Pública, tem como objetivo proteger, organizar e disponibilizar documentos que conservam e narram a trajetória da instituição.

Trata-se de um gesto de cuidado com a memória do CCB e suas contribuições à missão da Companhia de Jesus em Brasília (DF), há 60 anos realizada por jesuítas e cristãos leigos e leigas. Até agora, foi formada a base do arquivo histórico permanente, com os documentos organizados em seções temáticas para facilitar o acesso e delimitar uma linha do tempo clara.

Todo esse processo inclui: higienização realizada folha a folha, controle de umidade e temperatura e armazenamento em local adequado. A organização do acervo representa um passo importante para a valorização da memória institucional. Com os documentos preservados e acessíveis, o material poderá subsidiar projetos, pesquisas e ações tanto da comunidade interna quanto de interessados externos.

Inspirado no tema da Campanha da Fraternidade 2026, o projeto Diálogos de Justiça e Paz abre o ano com debate sobre moradia digna
Eventos 27 de fevereiro de 2025

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